Conferido em fontes oficiais em setembro de 2026
Como denunciar e guardar provas
O que fazer depois de um crime na internet, na ordem certa: proteger-se, guardar as provas, registrar a ocorrência e pedir a remoção do conteúdo.
- 6 situações
- 5 formas de guardar provas
- 8 canais
Em perigo agora? Ligue 190, a Polícia Militar. A ligação é gratuita.
Se alguém controla o seu celular, use o aparelho de uma pessoa de confiança para pedir ajuda.
O que fazer primeiro
Vale para qualquer crime na internet. Depois, veja o que muda em cada situação.
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Proteja-se primeiro
Se há risco à sua vida ou à de alguém, ligue 190 antes de qualquer outra coisa.
Se alguém tem acesso ao seu celular ou às suas contas, peça ajuda pelo aparelho de uma pessoa de confiança.
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Guarde as provas antes de bloquear ou apagar
Prints, links e comprovantes são o que permite à polícia chegar ao autor. Veja abaixo como guardar cada um.
A exceção é conteúdo sexual com criança ou adolescente: não salve nem faça print das imagens, porque guardar esse material também é crime. Guarde só o link e o nome do perfil, e denuncie.
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Contenha o dano
Avise o banco se houve dinheiro envolvido, retome o controle das contas invadidas e peça à plataforma a retirada do conteúdo. O que fazer em cada caso está nas situações abaixo.
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Registre a ocorrência
Em Minas Gerais, maiores de 18 anos podem pedir o registro pela Delegacia Virtual da Polícia Civil, 24 horas por dia, pelo computador ou pelo celular. Estelionato, inclusive golpe pela internet, pode ser registrado lá em até 30 dias do fato, e o número do registro chega por e-mail. A Delegacia Virtual também recebe, entre outros, ameaça e descumprimento de medida protetiva.
Se o caso não cabe na Delegacia Virtual, vá a uma unidade da Polícia Civil.
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Busque apoio e orientação
A Defensoria Pública e a advocacia orientam sobre o processo. O Canal de Ajuda da SaferNet orienta de graça quem sofre violência on-line, e o Ligue 180 atende mulheres 24 horas.
Como guardar provas
Sem prova, a investigação fica difícil. Guarde tudo antes de bloquear, denunciar ou apagar qualquer coisa.
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Tire prints da tela inteira
Mostre a mensagem, o nome ou número do perfil, a data e a hora. Em conversa longa, faça prints em sequência, sem pular partes e sem recortar o que identifica o perfil.
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Copie os links
Guarde o endereço do perfil, da publicação ou do vídeo, e o nome de usuário. O print sozinho não mostra de onde o conteúdo veio.
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Guarde os comprovantes
Em golpe, salve o comprovante do Pix ou do boleto, a chave ou a conta que recebeu o dinheiro e o número usado pelo golpista.
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Não apague a conversa
Só bloqueie ou denuncie o perfil depois de guardar tudo. Apagar a conversa pode destruir a única prova do crime.
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Para reforçar a prova, peça uma ata notarial
No cartório de notas, o tabelião confere e registra a publicação, o perfil ou a conversa, e pode incluir imagens e sons gravados (Código de Processo Civil, art. 384). A ata não substitui os prints e os links: guarde os dois.
Se você caiu em um golpe
Aja no mesmo dia: quanto mais cedo o banco bloqueia o dinheiro, maior a chance de ele voltar.
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Avise o seu banco agora
Se pagou por Pix, abra o aplicativo do seu banco e use a opção de contestar o Pix, ou procure os canais oficiais do banco. Esse pedido aciona o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Pix. O prazo é de até 80 dias depois do Pix, mas quanto antes, maior a chance de recuperar. Anote o protocolo do pedido.
O banco de quem recebeu o dinheiro bloqueia o valor ou o saldo que houver na conta, por no máximo 11 dias, enquanto os bancos analisam. Desde julho de 2026, ele também bloqueia o dinheiro que entrar depois nessa conta, até chegar ao valor pedido, e desde fevereiro de 2026 o rastreio pode alcançar outras contas por onde o dinheiro passou. O dinheiro só volta se ainda houver saldo.
O MED não serve para Pix feito para a pessoa ou empresa errada, para desentendimento com o vendedor nem para arrependimento.
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Registre o boletim de ocorrência
Em Minas Gerais, o estelionato pela internet pode ser registrado na Delegacia Virtual, em até 30 dias do fato. Informe o número usado pelo golpista, a data, os prints, os comprovantes e os dados da transferência.
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Se o golpe usou o seu WhatsApp ou perfil
Recupere o acesso à conta, ative a verificação em duas etapas e avise os seus contatos para não fazerem Pix em seu nome.
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Se foi compra em loja falsa
Além do banco e do boletim, reclame no Procon ou no consumidor.gov.br se a loja ou o intermediário de pagamento não resolverem.
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Desconfie de quem cobra para recuperar o dinheiro
A devolução pelo MED é pedida só no seu próprio banco. O Banco Central não envia links nem cobra para devolver valores, e tribunais alertam para o golpe do falso advogado, que pede depósito para liberar dinheiro de processo. Quem pede pagamento para recuperar o seu dinheiro está aplicando outro golpe.
Se invadiram sua conta ou seu celular
Primeiro retome o controle da conta, depois guarde as provas e registre a ocorrência.
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Retome o controle da conta
Troque a senha em todos os serviços onde ela era usada, ative a verificação em duas etapas e encerre as sessões abertas em outros aparelhos. Recuse pedidos de login que você não fez.
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Avise os seus contatos
Diga que a conta foi invadida e que ninguém deve fazer Pix ou mandar códigos em seu nome. Denuncie na rede social qualquer perfil falso criado com o seu nome.
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Registre a ocorrência
Invasão de aparelho depende de a vítima pedir formalmente a investigação (representação) em até 6 meses depois de saber quem é o autor, ou 12 meses em violência doméstica e familiar contra a mulher.
O que diz a lei:
Se estão perseguindo ou ameaçando você
Guarde tudo, não responda e peça proteção. Se a ameaça é de agressão iminente, ligue 190.
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Guarde as provas e não responda
Faça prints das mensagens com data, perfil e link, e não interaja com quem persegue. Depois de guardar tudo, bloqueie o perfil e denuncie na rede social.
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Registre a ocorrência
Perseguição e ameaça dependem, em regra, de representação da vítima em até 6 meses depois de saber quem é o autor, ou 12 meses em violência doméstica e familiar contra a mulher; se os fatos são anteriores a junho de 2026, procure orientação jurídica logo, porque pode valer o prazo antigo. A ameaça contra a mulher por ser mulher não depende desse pedido.
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Peça medida protetiva, se for mulher
Em violência doméstica e familiar, a mulher pode pedir medida protetiva a partir do próprio relato, sem boletim de ocorrência. O juiz tem 48 horas para decidir. O Ligue 180 orienta como pedir.
Se expuseram uma imagem íntima sua
A culpa é de quem divulga, nunca sua. A lei garante a retirada do conteúdo sem ordem judicial.
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Guarde as provas antes de pedir a retirada
Faça prints e copie o link de cada publicação, o perfil que publicou e as mensagens de quem ameaçou ou divulgou.
Se quem aparece tem menos de 18 anos, não salve as imagens: guarde só os links e siga os passos para criança ou adolescente, abaixo.
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Peça a retirada direto à plataforma
Você não precisa de ordem judicial: basta notificar a plataforma, informando o link de cada publicação e que você é a pessoa que aparece. A plataforma que, depois do aviso, não retira o conteúdo com diligência também passa a responder pelo dano (Marco Civil da Internet, art. 21).
Se você é mulher, desde julho de 2026 a plataforma tem até 2 horas para retirar o conteúdo, inclusive montagens feitas com inteligência artificial, e o decreto prevê marcação digital do material para bloquear novas tentativas de postagem (Decreto 12.976/2026).
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Se estão pedindo dinheiro para não divulgar
Não pague, não envie novas imagens e não apague a conversa. Registre a ocorrência com os prints e o perfil de quem ameaça.
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Registre a ocorrência e busque apoio
O Canal de Ajuda da SaferNet orienta de graça, o Ligue 180 atende mulheres 24 horas e o CVV, pelo 188, oferece apoio emocional.
Se estão ofendendo ou intimidando você nas redes
Publicações podem ser apagadas a qualquer momento. Guarde as provas no mesmo dia.
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Guarde as provas
Faça prints das publicações e dos comentários com data e perfil, e copie os links. Em ataque em grupo, registre cada perfil.
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Denuncie na plataforma
Denuncie o perfil e as publicações no canal da rede social. Em calúnia, difamação e injúria, a plataforma pode retirar depois do aviso, mas por decisão do STF de 2025 só responde pelo conteúdo se descumprir ordem judicial.
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Denuncie discurso de ódio à SaferNet
Racismo, xenofobia, intolerância religiosa, LGBTfobia, violência contra mulheres e incitação a crimes contra a vida podem ser denunciados de forma anônima à SaferNet, colando o link do conteúdo.
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Procure advocacia ou a Defensoria Pública
Em calúnia, difamação e injúria, em regra quem leva o caso à Justiça é a própria vítima, por queixa-crime apresentada por advogado ou pela Defensoria Pública, em até 6 meses depois de saber quem é o autor, ou 12 meses em violência doméstica e familiar contra a mulher. Registre também a ocorrência na Polícia Civil.
Se envolve criança ou adolescente
Proteja a criança primeiro e não repasse nenhum conteúdo, nem para alertar: repassar também é crime.
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Se a criança está em perigo agora, ligue 190
Afaste a criança do contato com o agressor e acione a polícia.
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Não salve nem compartilhe o conteúdo
Não baixe nem repasse fotos ou vídeos, nem para mostrar a alguém. Guarde o link, o nome do perfil e os prints da conversa, sem as imagens.
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Denuncie
Denuncie de forma anônima à SaferNet, colando o link do conteúdo, e ao Disque 100. Denuncie também o perfil na plataforma: desde março de 2026, o ECA Digital obriga a plataforma a retirar conteúdo que viole direitos de criança ou adolescente assim que avisada pela vítima, pelos responsáveis, pelo Ministério Público ou por entidade de defesa desses direitos.
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Registre a ocorrência
Leve à Polícia Civil os links, os nomes de perfil e os prints da conversa.
Canais de denúncia e ajuda
Todos são públicos ou gratuitos. O projeto não recebe denúncias nem atende casos.
- 190 Polícia Militar Em emergência ou quando a violência está acontecendo.
- Delegacia Virtual de Minas Gerais Para maiores de 18 anos, 24 horas, pelo computador ou celular: estelionato, inclusive golpe pela internet, em até 30 dias do fato, ameaça e descumprimento de medida protetiva, entre outros registros.
- 180 Central de Atendimento à Mulher Ligação gratuita, 24 horas, todos os dias.
- Ligue 180 pelo WhatsApp (61) 9610‑0180, o mesmo atendimento por mensagem.
- SaferNet, denúncia anônima Cole o link de conteúdo de abuso sexual infantil, racismo, xenofobia, LGBTfobia, violência contra mulheres ou incitação a crimes contra a vida.
- SaferNet, Canal de Ajuda Orientação gratuita para quem sofre violência na internet, como perseguição, sextorsão e nudes vazados.
- 100 Disque 100, Direitos Humanos Denúncias de violações de direitos humanos, inclusive violência sexual contra crianças e adolescentes.
- 188 CVV, apoio emocional 24 horas, de graça e em sigilo. Em risco imediato de vida, ligue 192.